Já eram quase oito da noite quando chegamos na casa de Glory.
- Olá meninos - saudou-nos Glory ao abrir a porta.
- Hey Glory - respondi.
Entramos na pensão e logo vi minha mãe, que estava sentada na sala lendo uma revista. Sorri pra ela mas fui para o quarto sem falar nada, seguida de perto por Rupert. Quando chegamos na porta do meu quarto, Rupert me segurou, e me olhou com uma intensidade ardente como ele nunca me olhara antes.
- Calma, eu queria te mostrar uma coisa.
- Ah, ok - respondi confusa e voltei a fechar a porta.
Ele voltou a andar em direção ao fim do corredor, eu o segui me questionando aonde estaríamos indo e o que ele queria me mostrar. Paramos em frente a uma porta, onde eu supus que fosse seu quarto, ele abriu a porta e fez um gesto com a mão para que eu entrasse.
Havia um baú antigo com ornamentos delicados fechado com um cadeado obsoleto no canto do quarto, a cama estava desorganizada com um violão por cima da roupa de cama embolada, e tinha um computador em um rack perto da janela.
Ouvi o som da porta fechando atrás de mim e quando virei, me deparei com Rupert bem mais perto do que eu esperava. Ele colocou suas mãos em meu rosto, aproximou seu rosto do meu e me beijou. Eu retribui o beijo confusa, meus olhos se fechando devagar enquanto eu me habituava ao toque suave de seus lábios macios. Poderíamos ter ficado ali até o fim dos tempos e eu nem teria percebido. Até que nos separamos, eu abri os olhos e Rupert me fitava atento, buscando sinais de desaprovação. Eu sorri e o abracei.
- Você não ficou brava certo? - ele murmurou com a boca em meus cabelos úmidos.
- Claro que não - respondi revirando os olhos.
- Que canalha eu devo estar parecendo ser, te trago ao meu quarto só pra me aproveitar de você. - ele brincou enquanto afagava meu cabelo delicadamente. Eu ri baixinho com o rosto em seu peito forte, inspirando o máximo do perfume que emanava de sua camisa que conseguia. Eu levantei o olhar e encarei novamente seus olhos.
- Obrigada por hoje, foi um dia muito especial pra mim.
Rupert sorriu e me beijou de novo. Foi um beijo mais curto, mas foi ainda mais doce que o primeiro. Ele se afastou de mim um pouco, para o caso de alguém entrar no quarto, não parecer que estávamos fazendo algo errado.
- Acho melhor eu te levar para o seu quarto, você tem que arrumar as suas coisas para amanhã - ele propôs gentilmente. Ele me levou até meu quarto, onde fiquei sentada na cama pensativa por um bom tempo.
Primeiros dias em escolas nunca eram bons pra mim, mas desta vez eu sentia que ia ser diferente. Abri minha mochila e tirei meu celular do bolso interno. 5 ligações perdidas de um número desconhecido. Quando eu retornei para saber quem era, uma voz apática, mas conhecida, atendeu.
- Sim?
- Vince!
- Oi Holly! Como você tá? E a Meg? Porque não me atendeu hein?
- Hey Hey, uma coisa de cada vez - respondi rindo - Eu estou... excelente, mamãe também está bem. Eu passei o dia conhecendo a cidade, não ouvi o celular. Ah, e eu já arranjei uma escola, começo amanhã mesmo - conclui pensando se ele repararia na pequena hesitação na hora de dizer como eu estava.
- Excelente? Posso saber o porquê de tamanha alegria? - Droga, ele percebeu.
- Hmm, quando a gente se ver eu te conto ok? - respondi evasiva.
Vince sempre respeitou muito meu espaço, então ele apenas concordou e mudou de assunto. Acho que era por isso que eu gostava tanto dele, ele me entendia como ninguém. Depois de desligar o telefone, fui arrumar minhas coisas. Eu já gostei da escola por permitir o uso de notebook ao invés de caderno. Na minha mochila estavam meu notebook, meu Ipod, minha carteira, uns livros que nunca saiam de lá e outras bobagens como balas e presilhas.
Acordei na manhã seguinte agradecendo internamente pela boa noite de sono. Me vesti rapidamente com uma calça jeans, meu velho all star surrado, uma camiseta do AD/DC e uma camisa de botão por cima e deixei meus cabelos soltos.
Encontrei Rupert ao sair do quarto já com a mochila nas costas, ele me cumprimentou com seu lindo sorriso e segurou minha mão. Ao seu toque o mundo pareceu mais quente e convidativo. De repente a perspectiva de um primeiro dia em uma nova escola me pareceu bem mais agradável do que eu imaginei ser possível.
By moving to London, Holly James embarks on a world of secrets and revenge, where love and loyalty are essential to her survival
sexta-feira, agosto 06, 2010
Post alheio.
"Ah, eu te amo tanto Joe, eu não me imagino mais sem você, de sua amada Rose" Ele segurava a foto dos dois juntos com a dedicatória.
Joe estrega a Rose um buquê de flores e com ele um cartãozinho com alguma daquelas frases prontas de amor. Hoje eles faziam 5 anos de namoro, e Rose tinha certeza que após ese aniversário, ele a pediria em casamento. Para todos que os conheciam, eles eram um casal do tipo "que dura".
A história deles tinha começado de um jeito comum. Eles se conheceram no final do ensino médio, ele era o jovem popular e ela a mais inteligente da turma que morria de amores pelo garoto mais popular do colégio. Claro que algumas amigas de Rose e todos os amigos de Joe tinham certeza que Joe estava só enrolando. Mas aquela teoria que diz respeito sexual já fora descartada, pois eles estavam a 5 anos juntos, então, a resposta era óbvia.
- Vamos para a chácara do seu pai amor, é isso? - Rose encarava Joe enquanto ele se barbeava.
- É amor, prometo que você vai gostar, agora vem cá - ele se aproximava devagar dele, sem perceber a envolveu em seus braços, encostou seus lábios nos dela e disse baixo - Rose pega um drinque pra nós dois, sim?
Enquanto ela pegava a bebida, ele mexia no seu bolso, como se procurasse alguma coisa.
XXX
Ele agora arrastava Rose pelo chão, a levando para o lugar certo. Rose estava parcialmente conciente.
- Joe, pra onde está me levando? - ela falava sonolenta.
- Rose, calma, vai dar tudo certo - Joe falava como se prendesse o riso. Ele finalmente chegou em um lugar que ficava bem distante da casa em que ficaram algumas vezes. No chão podia de ver um círculo, alguns cigarros pagados e folhas. Ele a largou dentro do círculo.
- Rose, eu nunca te amei sabia? - ele estava em cima dela, acabara de lhe dar um beijo e passava a mão em seu rosto - Sério, eu nem sei porque a gente ficou junto até agora - ele ria, pegara a faca do bolso.
- Joe, o que você está dizendo? Não pode ser... - seus olhos estavam se enxendo de água agora.
- É isso mesmo, eu só te enrolei, e você caiu direitinho - ele beijava o pescoço dela e devagar ia abaixando os beijos até encostar a faca em sua pele branca - Me desculpe por isso - ele enfiou a faca no braço de Rose - Mas você deveria ter escutado as suas amigas, sua vadia - ele enfiara a fava em sua perna.
Era possível ouvir o choro e os gritos abafados de Rose. Ele já tinha dado pelo menos umas 5 facadas nela e se preparava para a mais esperada.
- Não precisa disso Rose, meu amor, eu já vou acabar com isso - ele com uma frieza indescritível, cravou a faca no peito de Rose e saiu de cima dela. Ela ia parando de gritar aos pouco, estava parando de se contorcer.
- Joe... - ela lutava pra falar - eu...
- É, eu também.
E ele se virou, acendeu um cigarro, jogou a foto dos dois juntos em cima dela e saiu com um sorriso no rosto.
por: HLW
Joe estrega a Rose um buquê de flores e com ele um cartãozinho com alguma daquelas frases prontas de amor. Hoje eles faziam 5 anos de namoro, e Rose tinha certeza que após ese aniversário, ele a pediria em casamento. Para todos que os conheciam, eles eram um casal do tipo "que dura".
A história deles tinha começado de um jeito comum. Eles se conheceram no final do ensino médio, ele era o jovem popular e ela a mais inteligente da turma que morria de amores pelo garoto mais popular do colégio. Claro que algumas amigas de Rose e todos os amigos de Joe tinham certeza que Joe estava só enrolando. Mas aquela teoria que diz respeito sexual já fora descartada, pois eles estavam a 5 anos juntos, então, a resposta era óbvia.
- Vamos para a chácara do seu pai amor, é isso? - Rose encarava Joe enquanto ele se barbeava.
- É amor, prometo que você vai gostar, agora vem cá - ele se aproximava devagar dele, sem perceber a envolveu em seus braços, encostou seus lábios nos dela e disse baixo - Rose pega um drinque pra nós dois, sim?
Enquanto ela pegava a bebida, ele mexia no seu bolso, como se procurasse alguma coisa.
XXX
Ele agora arrastava Rose pelo chão, a levando para o lugar certo. Rose estava parcialmente conciente.
- Joe, pra onde está me levando? - ela falava sonolenta.
- Rose, calma, vai dar tudo certo - Joe falava como se prendesse o riso. Ele finalmente chegou em um lugar que ficava bem distante da casa em que ficaram algumas vezes. No chão podia de ver um círculo, alguns cigarros pagados e folhas. Ele a largou dentro do círculo.
- Rose, eu nunca te amei sabia? - ele estava em cima dela, acabara de lhe dar um beijo e passava a mão em seu rosto - Sério, eu nem sei porque a gente ficou junto até agora - ele ria, pegara a faca do bolso.
- Joe, o que você está dizendo? Não pode ser... - seus olhos estavam se enxendo de água agora.
- É isso mesmo, eu só te enrolei, e você caiu direitinho - ele beijava o pescoço dela e devagar ia abaixando os beijos até encostar a faca em sua pele branca - Me desculpe por isso - ele enfiou a faca no braço de Rose - Mas você deveria ter escutado as suas amigas, sua vadia - ele enfiara a fava em sua perna.
Era possível ouvir o choro e os gritos abafados de Rose. Ele já tinha dado pelo menos umas 5 facadas nela e se preparava para a mais esperada.
- Não precisa disso Rose, meu amor, eu já vou acabar com isso - ele com uma frieza indescritível, cravou a faca no peito de Rose e saiu de cima dela. Ela ia parando de gritar aos pouco, estava parando de se contorcer.
- Joe... - ela lutava pra falar - eu...
- É, eu também.
E ele se virou, acendeu um cigarro, jogou a foto dos dois juntos em cima dela e saiu com um sorriso no rosto.
por: HLW
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