By moving to London, Holly James embarks on a world of secrets and revenge, where love and loyalty are essential to her survival
quarta-feira, janeiro 05, 2011
Epílogo.
Um milhão de coisas passavam pela minha mente. Saber que pelo menos isso estava finalmente acabado me deixava tranquila. Eu cumprira minha primeira missão. Rupert estava morto, e o demônio que o possuíra, Derick, tinha voltado para o inferno de onde ele jamais deveria ter saído. Dean e Sam partiriam na manhã seguinte, e não duvido que eu volte a vê-los antes mesmo de dar tempo para saudades. Jack e Lita estavam orgulhosos de mim, e me convidaram a ficar pelo tempo que eu quisesse. Mas eu já fizera minhas primeiras aquisições com o dinheiro deixado por meu pai e estava com as malas prontas. Depois de comprar minha própria casa em Nova York, meu carro - um Lamborghini LP 670-4 cv - e completar minha biblioteca e arsenal, eu estava pronta para seguir sozinha. Eu vingaria a morte de Bill, salvaria pessoas e acabaria com Crowley.
Cápitulo 15.
As luzes se apagaram de repente me sobressaltando, um barulho vindo da cozinha chamou minha atenção. Eu estava sozinha, os Winchester e os Kimpler haviam ido pra cidade comprar as coisas que supostamente nós usaríamos hoje. Rupert entrou na sala de estar com um sorriso zombeteiro em seu rosto. Eu o olhei se aproximar de mim sem nenhum tipo de apreensão, até que ele parou de caminhar com uma expressão confusa. O pentáculo desenhado no teto por Dean o impedia de continuar.
- Você achou mesmo que seria fácil? Chegaria aqui e me mataria? Simples assim?
- Vai ser fácil, eu cheguei e vou te matar.
- Não você não vai. Já que estamos aqui e você não tem pra onde ir, vamos conversar um pouco.
- Conversar? Acho que não...
Eu puxei um saco de trás do sofá com os olhos brilhando, triunfante.
- O que é isso? - ele perguntou rudemente.
- Você. Derick Johnson Schreuder III, nascido na Pensilvânia em 1756 e morto em 1823. Enterrado no cemitério local.
- O que? Você... Como...
- Como eu descobri seu nome? Sua amiguinha Ruby.
- Ruby? Ela não faria isso.
- Parece que fez. Já ouviu falar de Bobby Singer? Ele tem métodos de persuasão bem eficientes. Como eu dizia, vamos conversar.
- O que você quer saber?
- Desde quando você está no corpo de Rupert?
- Desde o dia do seu aniversário. Não se lembra que ele se atrasou?
- Desde o dia do meu aniversário... - repeti silenciosamente, com o remorso ardente em minha mente.
- O que mais quer saber?
- Quem está no comando disso?
- Você realmente acha que eu iria traí-lo?
Eu não respondi, apenas acendi o lança chamas sobre o saco de tecido onde se encontrava os restos de Derick. Ele entrou em chamas por um momento, seus gritos de agonia enxendo a sala, até que eu apaguei o lança chamas.
- O que você dizia?
- Não adianta, pode me matar, mas eu sou tão burro assim.
Ameacei acender o lança chamas novamente.
- Não! Ok, ok! É o Crowley! É o Crowley!
- Crowley?
- Você nem deve saber quem é Crowley não é? - ele provocou com uma risada desdenhosa. Foi quando eu percebi que aquela era a hora. Acendi o lança chamas sobre o saco de tecido, e assisti Derick e Rupert partirem. Minha conciência doía ao pensar que tinha tirado a vida de Rupert, mas isso fora necessário. E era com essa certeza que eu tinha que lidar. Muitas vezes não seria a opção certa que eu deveria fazer, mas sim a necessária.
- Você achou mesmo que seria fácil? Chegaria aqui e me mataria? Simples assim?
- Vai ser fácil, eu cheguei e vou te matar.
- Não você não vai. Já que estamos aqui e você não tem pra onde ir, vamos conversar um pouco.
- Conversar? Acho que não...
Eu puxei um saco de trás do sofá com os olhos brilhando, triunfante.
- O que é isso? - ele perguntou rudemente.
- Você. Derick Johnson Schreuder III, nascido na Pensilvânia em 1756 e morto em 1823. Enterrado no cemitério local.
- O que? Você... Como...
- Como eu descobri seu nome? Sua amiguinha Ruby.
- Ruby? Ela não faria isso.
- Parece que fez. Já ouviu falar de Bobby Singer? Ele tem métodos de persuasão bem eficientes. Como eu dizia, vamos conversar.
- O que você quer saber?
- Desde quando você está no corpo de Rupert?
- Desde o dia do seu aniversário. Não se lembra que ele se atrasou?
- Desde o dia do meu aniversário... - repeti silenciosamente, com o remorso ardente em minha mente.
- O que mais quer saber?
- Quem está no comando disso?
- Você realmente acha que eu iria traí-lo?
Eu não respondi, apenas acendi o lança chamas sobre o saco de tecido onde se encontrava os restos de Derick. Ele entrou em chamas por um momento, seus gritos de agonia enxendo a sala, até que eu apaguei o lança chamas.
- O que você dizia?
- Não adianta, pode me matar, mas eu sou tão burro assim.
Ameacei acender o lança chamas novamente.
- Não! Ok, ok! É o Crowley! É o Crowley!
- Crowley?
- Você nem deve saber quem é Crowley não é? - ele provocou com uma risada desdenhosa. Foi quando eu percebi que aquela era a hora. Acendi o lança chamas sobre o saco de tecido, e assisti Derick e Rupert partirem. Minha conciência doía ao pensar que tinha tirado a vida de Rupert, mas isso fora necessário. E era com essa certeza que eu tinha que lidar. Muitas vezes não seria a opção certa que eu deveria fazer, mas sim a necessária.
domingo, janeiro 02, 2011
Capítulo 14.
Rupert
- E aí, o que eles estão falando? - perguntei num sussurro.
- Merda, eles descobriram. Você é um incompetente mesmo Derick, está vendo o que fez?
- Você está ficando louca Ruby? O que eu fiz?
- Você se entregou! Você não sabia que esse panaca do Rupert era um garoto bonzinho? Como você ousa falar daquele jeito com a idiota James?
- Eu... Eu não pensei nisso... Mas ela é detestável, o que você queria que eu fizesse?
- Se controlasse seu demoniozinho amador! Maldita hora que o Crowley me botou pra trabalhar com gentinha como você. Ele vai ficar furioso, você sabe disso não sabe?
- Calada, sua vadiazinha. Olhe bem como você fala comigo, não vou aguentar seus desaforos não. E o que diabos vamos fazer agora?
- Vamos fazer ela matar o Rupert.
- O que? E eu?
- Você vai fazer exatamente o que eu mandar.
------------------
Holly
Uma coisa estava perfeitamente clara para mim agora, a hora de mostrar que eu não era só uma garota indefesa que carregava o nome do pai como um manto real era essa. Eu mataria Rupert se isso fosse necessário. Claro que se eu iria ficar feliz se eu pudesse simplesmente exorcizá-lo, mas eu já tinha entendido: as coisas nunca saem como planejado, e é preciso estar preparado para todo tipo de imprevisto. Dean entrou na cozinha com um sorriso lindo estampando-lhe o rosto.
- Qual é Holly, não vai mais sair da cozinha?
- Eu não quero cruzar com o Rupert. Quando ele subir eu saio. - eu respondi sorrindo - Você pode ficar aqui comigo, se quiser.
- Um convite quase irrecusável, mas estamos revendo umas coisas importantes na sala.
Eu sorri e dei de ombros, me virando para o fogão a tempo de desligar o fogo para que a água que fervia não molhasse tudo.
- Sabe, eu nunca te vi atirar.
- É, não existe mais niguém vivo que tenha presenciado um treino meu.
- Holly - ele disse segurando meu rosto - o que está acontecendo?
- Nada...
- Você não está preocupada com o lance do Rupert está?
- Como não estaria Dean?
Ele se afastou e sentou-se a mesa ficando calado me observando com uma cara estranha, até que de repente pegou meu diário que estava ali em cima. Há anos eu não escrevia ali, mas agora que já não tinha ninguém para conversar, foi o jeito que eu achei para aliviar a pressão. Eu escrevera sobre meus sentimentos em relação a Rupert e o aperto que me dava no coração ao lembrar que talvez nem fosse o Rupert de verdade o garoto que me ajudou tanto em Londres; sobre as minhas angústias decorrentes da perda de Vince; sobre Dean e a noite em que nos conhecemos e até sobre Sam.
- Solta isso. Agora.
- Hmm, acho que não. - ele respondeu um sorriso maldoso se espalhando em seu rosto, enquanto ia abrindo o diário.
- Não! Solta essa droga Winchester! - eu gritei me atirando pra cima dele para pegar o diário.
Ele saiu correndo da cozinha com meu diário nas mãos e eu disparei atrás dele. Antes que eu percebesse, eu estava rindo, me divertindo como não fazia há dias.
- Devolve Dean! É sério! Para de ser infantil!
- Ok, eu paro, eu paro... Mas você vai me deixar ler.
- Não! Não faz isso!
- Então tem coisas sobre mim escritas aqui?
- Sobre você? É claro que não! Você acha que é importante a ponto de estar no meu diário? - zombei nervosa.
- Depois daquela nossa noite, é claro que eu sou importante pra estar aqui. Até imagino o que você escreveu sobre mim... - ele respondeu rindo abrindo o diário.
Eu não consegui fazer nada, ele já estava lendo e sua expressão mudou rapidamente. O sarcásmo que estava em seu rosto foi se mesclando devagar com a concentração, como se estivesse dificl entender minhas palavras. Eu queria saber em que página ele tinha aberto, qual dos meus segredos mais intimos ele estava desvendando.
- Eu... Eu não sabia que era tão difícil pra você... Eu... Me desculpe Holly... - ele disse com uma hesitação que não lhe pertencia.
- Ahn? Sobre o que você está falando mesmo? - perguntei confusa.
- Rupert.
De tudo que estava escrito, de tudo que ele tinha pra ler, ele tinha que ter aberto naquela página. Acho que eu preferia se ele tivesse aberto na parte em que eu falava dele, e até mesmo na parte que eu comentava o quanto Sam era incrivel, com aqueles ombros largos, aquele sorriso gentil. Mas não. Ele abrira na página em que eu abria meu coração, todo o meu sentimento sobre Rupert, e toda a angústia que me inundava ao saber que ele estava maculado por aqueles malditos demônios, que a sua beleza angelical não seria a mesma a meus olhos sabendo que a expressão em seu rosto não era aquela que me apetecia.
---------------------
- Anda, atira na garrafa.
- Dean, isso é ricidulo.
- Atira.
Eu suspirei e mirei. Um sentimento que parecia estar dentro de mim há anos, só esperando o momento certo, despertou. Eu acertei não só a garrafa que ele tinha botada como alvo, como todos os pássaros que estavam sobre os fios da energia. Sam me olhava com uma expressão incrédula, assim como Jack e os outros presentes.
- Pensei que tinha dito não saber atirar.
- Bom, eu disse que há muito tempo eu não o fazia, não que eu não sabia.
- Porra, pensei que ia ter que te ensinar a destravar a arma.
Eu sorri e devolvi a arma satisfeita. Definitivamente eu era Holly James, filha de Bill James.
- E aí, o que eles estão falando? - perguntei num sussurro.
- Merda, eles descobriram. Você é um incompetente mesmo Derick, está vendo o que fez?
- Você está ficando louca Ruby? O que eu fiz?
- Você se entregou! Você não sabia que esse panaca do Rupert era um garoto bonzinho? Como você ousa falar daquele jeito com a idiota James?
- Eu... Eu não pensei nisso... Mas ela é detestável, o que você queria que eu fizesse?
- Se controlasse seu demoniozinho amador! Maldita hora que o Crowley me botou pra trabalhar com gentinha como você. Ele vai ficar furioso, você sabe disso não sabe?
- Calada, sua vadiazinha. Olhe bem como você fala comigo, não vou aguentar seus desaforos não. E o que diabos vamos fazer agora?
- Vamos fazer ela matar o Rupert.
- O que? E eu?
- Você vai fazer exatamente o que eu mandar.
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Holly
Uma coisa estava perfeitamente clara para mim agora, a hora de mostrar que eu não era só uma garota indefesa que carregava o nome do pai como um manto real era essa. Eu mataria Rupert se isso fosse necessário. Claro que se eu iria ficar feliz se eu pudesse simplesmente exorcizá-lo, mas eu já tinha entendido: as coisas nunca saem como planejado, e é preciso estar preparado para todo tipo de imprevisto. Dean entrou na cozinha com um sorriso lindo estampando-lhe o rosto.
- Qual é Holly, não vai mais sair da cozinha?
- Eu não quero cruzar com o Rupert. Quando ele subir eu saio. - eu respondi sorrindo - Você pode ficar aqui comigo, se quiser.
- Um convite quase irrecusável, mas estamos revendo umas coisas importantes na sala.
Eu sorri e dei de ombros, me virando para o fogão a tempo de desligar o fogo para que a água que fervia não molhasse tudo.
- Sabe, eu nunca te vi atirar.
- É, não existe mais niguém vivo que tenha presenciado um treino meu.
- Holly - ele disse segurando meu rosto - o que está acontecendo?
- Nada...
- Você não está preocupada com o lance do Rupert está?
- Como não estaria Dean?
Ele se afastou e sentou-se a mesa ficando calado me observando com uma cara estranha, até que de repente pegou meu diário que estava ali em cima. Há anos eu não escrevia ali, mas agora que já não tinha ninguém para conversar, foi o jeito que eu achei para aliviar a pressão. Eu escrevera sobre meus sentimentos em relação a Rupert e o aperto que me dava no coração ao lembrar que talvez nem fosse o Rupert de verdade o garoto que me ajudou tanto em Londres; sobre as minhas angústias decorrentes da perda de Vince; sobre Dean e a noite em que nos conhecemos e até sobre Sam.
- Solta isso. Agora.
- Hmm, acho que não. - ele respondeu um sorriso maldoso se espalhando em seu rosto, enquanto ia abrindo o diário.
- Não! Solta essa droga Winchester! - eu gritei me atirando pra cima dele para pegar o diário.
Ele saiu correndo da cozinha com meu diário nas mãos e eu disparei atrás dele. Antes que eu percebesse, eu estava rindo, me divertindo como não fazia há dias.
- Devolve Dean! É sério! Para de ser infantil!
- Ok, eu paro, eu paro... Mas você vai me deixar ler.
- Não! Não faz isso!
- Então tem coisas sobre mim escritas aqui?
- Sobre você? É claro que não! Você acha que é importante a ponto de estar no meu diário? - zombei nervosa.
- Depois daquela nossa noite, é claro que eu sou importante pra estar aqui. Até imagino o que você escreveu sobre mim... - ele respondeu rindo abrindo o diário.
Eu não consegui fazer nada, ele já estava lendo e sua expressão mudou rapidamente. O sarcásmo que estava em seu rosto foi se mesclando devagar com a concentração, como se estivesse dificl entender minhas palavras. Eu queria saber em que página ele tinha aberto, qual dos meus segredos mais intimos ele estava desvendando.
- Eu... Eu não sabia que era tão difícil pra você... Eu... Me desculpe Holly... - ele disse com uma hesitação que não lhe pertencia.
- Ahn? Sobre o que você está falando mesmo? - perguntei confusa.
- Rupert.
De tudo que estava escrito, de tudo que ele tinha pra ler, ele tinha que ter aberto naquela página. Acho que eu preferia se ele tivesse aberto na parte em que eu falava dele, e até mesmo na parte que eu comentava o quanto Sam era incrivel, com aqueles ombros largos, aquele sorriso gentil. Mas não. Ele abrira na página em que eu abria meu coração, todo o meu sentimento sobre Rupert, e toda a angústia que me inundava ao saber que ele estava maculado por aqueles malditos demônios, que a sua beleza angelical não seria a mesma a meus olhos sabendo que a expressão em seu rosto não era aquela que me apetecia.
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- Anda, atira na garrafa.
- Dean, isso é ricidulo.
- Atira.
Eu suspirei e mirei. Um sentimento que parecia estar dentro de mim há anos, só esperando o momento certo, despertou. Eu acertei não só a garrafa que ele tinha botada como alvo, como todos os pássaros que estavam sobre os fios da energia. Sam me olhava com uma expressão incrédula, assim como Jack e os outros presentes.
- Pensei que tinha dito não saber atirar.
- Bom, eu disse que há muito tempo eu não o fazia, não que eu não sabia.
- Porra, pensei que ia ter que te ensinar a destravar a arma.
Eu sorri e devolvi a arma satisfeita. Definitivamente eu era Holly James, filha de Bill James.
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