- Sabe - Dean começou a falar enquanto eu acendia um cigarro - eu acho que tem alguma coisa muito errada com o Rupert.
- Como assim?
- Ele não era do jeito que ele agiu ontem. Ele era um bom garoto sabe?
- É, ele não tem sido um bom garoto. Não mesmo.
- Eu sei, e isso está me deixando muito preocupado. E se ele tiver sido possuído? E se ele for um metamorfo e não o Rupert de verdade?
- Mas será que Jack não teria desconfiado?
- Jack já foi um ótimo caçador, mas está velho, isso não se pode negar.
- Bom, então que tal conversarmos com Jack a respeito disso?
- Faremos isso hoje. Mas antes - ele disse caminhando em minha direção e me abraçando pela cintura - você se importaria de ir buscar o me irmãozinho no aeroporto comigo?
- Claro que não, até porque eu não tenho muita escolha - eu respondi rindo e passando meus braços pelo seu pescoço - Qual o nome do seu irmãozinho mesmo?
- Sam. Daí assim que buscarmos ele, nós vamos até a casa do Jack. Está bom pra você?
***
Estar em um aeroporto me lembrava horrivelmente a perda de Vince, e Dean não demorou a perceber que eu estava desconfortável ali.
- O que houve? Você está pálida Holly...
- Ah, nada, não é nada. Você se importa se eu for tomar um café enquanto você espera o seu irmão?
- Não, eu fico aqui. Aliás, quer que eu vá com você?
- Não precisa, eu tenho que pensar um pouco... - eu me aproximei para um beijo rápido antes de sair caminhando dentre a bagunça do aeroporto.
Eu me lembrava de Vince com tanta clareza que ainda não conseguia assimilar a sua morte. Ele me defenderia de Rupert, cuidaria de mim como se eu fosse uma criança, porque era o que ele fazia melhor, cuidar de mim, me afastar de confusão. Meu celular vibrou no bolso da calça despertando-me de meus devaneios.
- Fala.
- Filha? Tá me ouvindo?
- Mãe! Claro que eu to te ouvindo, para de gritar!
- Ah minha filha, eu estava tão preocupada, e estou com tantas saudades! Como você está meu amor?
- Eu to bem mãe. Olha, eu tenho que desligar, mas eu te ligo mais tarde, pode ser?
- Mas por que já vai desligar?
- Depois eu te ligo, beijos e se cuida viu? - eu me despedi apressada ao ver que Dean se aproximava. Um cara alto, com ombros largos e os mesmos olhos de Dean caminhava atrás dele. "Deve ser o Sam" eu pensei.
- Hey eu sou Holly James, muito prazer - eu cumprimentei estendendo a mão quando eles chegaram a minha mesa.
- Sam Winchester - ele respondeu ao apertar minha mão.
- Então querem comer alguma coisa ou a gente já pode ir?
- Por mim podemos ir - eu respondi me levantando.
- É, podemos ir.
***
No carro Dean expôs a situação a Sam em detalhes, como Rupert tinha me tratado de modo estranho no Harvelle's e como eu tinha reagido. Sam não teve nenhum dúvida de que algo estava realmente errado com Rupert ao ouvir meu relato sobre nossa discussão na casa de Jack. Ele confirmou o que Dean tinha dito mais cedo, sobre Rupert ser um bom garoto.
- Espera, você disse que se chamava Holly James certo? - Sam perguntou de repente.
- Ah, sim. Por que?
- Você é a filha do Bill?
- Ah, suponho que sim.
- Dean, não é possível que você seja tão idiota assim.
- Do que você está... Filho da puta! Como eu não pensei nisso?
- Será que alguém pode me explicar o que diabos está acontecendo?
- Papai disse pra tomarmos cuidado e você...
- Tá, já entendi! Não precisa ficar me dando bronca não ok?
- Hey! Calem a boca! Dá pra me explicar o que tá acontecendo? - eu gritei exasperada.
Os dois me olharam assustados, e Sam começou a me explicar. Pelo que eu entendi, tinha alguém caçando filhos de caçadores, e eu estava na lista das presas mais fáceis, já que, supostamente, eu não sabia me defender. "Eles" - quem estava por trás disso - botaram um demônio pra me vigiar: Rupert. Claro que tudo isso eram só hipóteses, talvez Rupert fosse simplesmente um filho da puta.
***
-Já vai! - ouvimos a voz de Lita de dentro da casa. - Olha quem apareceu! Dean Winchester! Meu deus, como você cresceu Sam!
- E aí Lita, a trouxe de volta - Dean disse apontando pra mim.
- Holly, Holly, Holly... Rupert está furioso com você. Nunca vi aquele rapaz desse jeito.
- Bom, sobre isso temos muito coisa pra conversar. Jack está aí? - Sam interviu.
- Sim, está na sala de estar. Podem entrar rapazes.
A casa de Jack estava mais sombria hoje, as janelas todas fechadas, apenas algumas velas esporádicas ao longo do corredor. Dean segurou minha mão quando Rupert desceu a escada e me olhou com uma expressão de desprezo. Ele passou em direção a cozinha se dirigir a nós mais do que um olhar de profunda aversão. Continuamos andando até a porta indicada por Lita como sendo a sala de estar.
- Jack? Os meninos Winchesters estão aqui para vê-lo. - Lita anunciou ranzinza.
- Dean. Sam. Entrem e fechem a porta. Não quero essa velha enxerida escutando nossa conversa.
- Jack, me desculpe mas eu acho importante que a Lita ouça o que temos a dizer - eu argumentei baixinho, no fundo torcendo para que ele não me ouvisse.
- Você chegou Holly. Não tinha te visto por detrás desses dois. Está bem então, mas fechem a porta assim mesmo.
Sam começou a falar, e contou tudo que nós havíamos contado para ele no carro, e toda a história caçada aos filhos de caçadores, a suspeita de que Rupert estaria possuído e tudo o mais. Jack se sentiu ofendido dizendo que obviamente já o havia testado, mas Lita achou bem plausível a nossa história. Só tínhamos uma escolha: Matá-lo antes que ele me matasse. E eu era quem devia fazer isso.
By moving to London, Holly James embarks on a world of secrets and revenge, where love and loyalty are essential to her survival
quinta-feira, dezembro 30, 2010
quarta-feira, dezembro 15, 2010
Capítulo 12.
Por fim Dean me levou para comer alguma coisa em um restaurante de beira de estrada. Uma garçonete quarentona com os cabelos oxigenados presos em um rabo de cavalo veio nos atender mascando um chiclete.
- Então gatinho, o que vai querer? - ela perguntou dirigindo seu "charme" para Dean.
- Só uma cerveja - ele respondeu sorrindo para ela. - E você Holly?
- Um cheeseburguer e uma cerveja, obrigada.
Ela se retirou com um ar antipático, mas não antes de soltar um papel na mesa. Dean pegou o papel com curiosidade e depois de ler soltou uma risada.
- Olha isso! Bernadette 555-43323! Ela me deu o telefone dela! - ele explicou achando graça. Minha expressão se manteve impassível, demonstrando o meu desagrado por aquela velha assanhada estar flertando com o cara que estava me pagando uma bebida.
- Relaxa Holly, não fica com ciúme, ela não me interessa em nada ok? A não ser aquele cabelo loiro macio e sedoso. Sabe como é né, os caras preferem as loiras - ele continuou rindo. Eu dei um soco em seu braço agora rindo com ele. - Que violência!
- O que? Para de ser sensível, foi só um soquinho de nada! - eu exclamei rindo de sua reação.
- Ah, não mesmo! Onde você aprendeu a bater garota? Fala sério!
- Onde você aprendeu a ser tão dramático? - eu respondi e inclinei meu rosto para encarar Dean. Ele me olhava de um jeito estranho, e inclinou seu rosto para o meu. Seus lábios tocaram os meus e nos beijamos até que a garçonete veio entregar as cervejas e o meu sanduíche. Nos afastamos assustados, e ele se distanciou e ficou olhando para o outro lado enquanto eu tentava abrir a minha cerveja. Ao menor esforço que eu fiz para tirar a tampa da garrafa, o vidro estilhaçou em minhas mãos. Eu xinguei em voz baixa e fiquei olhando irritada para a sujeira que eu tinha feito.
- Hey, Bernadette certo? Você pode trazer mais uma cerveja e um pano por favor? - Dean chamou a garçonete sorrindo. - Que coisa hein Holly, é só eu me distrair e você já fica aí quebrando tudo em que põe as suas mãos de Superman...
- Ah, cala a boca - eu respondi rindo.
***
- Sabe, desculpa por aquilo lá dentro ok? - Dean começou quando nós já estávamos dentro do carro.
- Aquilo o que? Ficar flertando com a garçonete? - eu brinquei.
- Não, por... você sabe, ter te beijado e tal...
- Ãhn... Eu... Por que você está pedindo desculpa?
- Ah, pareceu que você ficou incomodada, então...
Eu bufei revirando os olhos. "Como ele pode pensar que eu não gostei?" eu pensei abismada com tal possibilidade.
- Olha Dean, eu não fiquei incomodada, isso é ridiculo! Eu fiquei um pouco embaraçada, porque você se virou e me deixou lá sozinha com a minha garrafa de cerveja quebrada...
Sua risada ecoou pela noite silenciosa e a luz da lua incidiu no vidro do carro de modo a deixar sua expressão quase angelical. Sua mão acariciava gentilmente meu rosto, seus olhos se fechando a medida que ele se aproximava de mim, ainda com o sorriso estampado. Ao menor toque de seus lábios nos meus, meus braços envolveram firmemente seu pescoço, puxando-o para mais perto. Dean se debruçou sobre mim e um rangido agudo denunciou o peso excessivo em cima do banco do carro. Suas mãos percorriam meu corpo e eu, ofegante, tirava sua jaqueta com certa dificuldade. Ele interrompeu nosso beijo tempo suficiente para tirar sua camisa, e em seguida estávamos, novamente, como um só corpo. Ofegante eu tentei me afastar dele um pouco, porque eu sentia que aquele banco não aguentaria muita coisa se continuássemos daquele jeito. Ele, para minha surpresa, se afastou assim que eu mostrei certa relutância.
- O que foi? - ele perguntou com a voz rouca.
- O banco tá rangendo, acho que ele pode quebrar - eu respondi sem graça de interromper por causa disso, mas era de fato algo que estava me preocupando. Ele riu e saindo de cima de mim, pulou para o banco de trás do carro.
- Esse aqui não range, eu juro.
Eu sorri e pulei para o banco de trás, caindo suavemente em seu colo. A excitação momentânea, que me deixara no momento em que nossos lábios se separaram, voltou assim que eu olhei aquele rosto, com um sorriso malicioso, mas ainda assim inocente; como um garotinho que foi pego fazendo algo que não devia por alguém que ele sabia que não iria castigá-lo. Eu me inclinei para beijá-lo novamente, suas mãos agora subindo por minhas costas levantando minha blusa.
***
- Não Lita, não se preocupa, eu volto amanhã a tarde. Eu estou bem. Bom, depois eu te explico, juro que quando chegar você pode me interrogar. Eu estou com... - eu me interrompi pensando se devia dizer com quem eu estava. Dean se ofereceu pra falar com ela com um gesto de cabeça, e eu passei o celular para ele.
- E aí Lita, aqui é o Dean Winchester. Você lembra de mim, certo? Isso, filho do John. Ele está bem, saudável como um cavalo... Então, eu levo a Holly aí amanhã, tá bom? - uma risada breve - Eu cuido dela, pode deixar... Passo aí sim, claro, eu só tenho que buscar o Sammy no aeroporto. Ok, ok, boa noite Lita.
Ele desligou o celular e me puxou para que eu me deitasse com ele na cama do hotel em que acabamos a noite. Eu me desvencilhei rindo, e apontei para a roupa molhada que eu ainda estava usando.
- Calma, eu não posso me deitar com essa roupa molhada. Você quer que eu pegue uma pneumonia?
- Hmmm, boa idéia, tira essa roupa, eu to quentinho aqui - ele respondeu rindo.
Quando eu sai de casa essa noite pensando em tomar alguma coisa pra afogar minhas mágoas, nunca imaginei que terminaria a noite assim: em um hotel barato, com um cara tão lindo e tão suficientemente feliz.
- Então gatinho, o que vai querer? - ela perguntou dirigindo seu "charme" para Dean.
- Só uma cerveja - ele respondeu sorrindo para ela. - E você Holly?
- Um cheeseburguer e uma cerveja, obrigada.
Ela se retirou com um ar antipático, mas não antes de soltar um papel na mesa. Dean pegou o papel com curiosidade e depois de ler soltou uma risada.
- Olha isso! Bernadette 555-43323! Ela me deu o telefone dela! - ele explicou achando graça. Minha expressão se manteve impassível, demonstrando o meu desagrado por aquela velha assanhada estar flertando com o cara que estava me pagando uma bebida.
- Relaxa Holly, não fica com ciúme, ela não me interessa em nada ok? A não ser aquele cabelo loiro macio e sedoso. Sabe como é né, os caras preferem as loiras - ele continuou rindo. Eu dei um soco em seu braço agora rindo com ele. - Que violência!
- O que? Para de ser sensível, foi só um soquinho de nada! - eu exclamei rindo de sua reação.
- Ah, não mesmo! Onde você aprendeu a bater garota? Fala sério!
- Onde você aprendeu a ser tão dramático? - eu respondi e inclinei meu rosto para encarar Dean. Ele me olhava de um jeito estranho, e inclinou seu rosto para o meu. Seus lábios tocaram os meus e nos beijamos até que a garçonete veio entregar as cervejas e o meu sanduíche. Nos afastamos assustados, e ele se distanciou e ficou olhando para o outro lado enquanto eu tentava abrir a minha cerveja. Ao menor esforço que eu fiz para tirar a tampa da garrafa, o vidro estilhaçou em minhas mãos. Eu xinguei em voz baixa e fiquei olhando irritada para a sujeira que eu tinha feito.
- Hey, Bernadette certo? Você pode trazer mais uma cerveja e um pano por favor? - Dean chamou a garçonete sorrindo. - Que coisa hein Holly, é só eu me distrair e você já fica aí quebrando tudo em que põe as suas mãos de Superman...
- Ah, cala a boca - eu respondi rindo.
***
- Sabe, desculpa por aquilo lá dentro ok? - Dean começou quando nós já estávamos dentro do carro.
- Aquilo o que? Ficar flertando com a garçonete? - eu brinquei.
- Não, por... você sabe, ter te beijado e tal...
- Ãhn... Eu... Por que você está pedindo desculpa?
- Ah, pareceu que você ficou incomodada, então...
Eu bufei revirando os olhos. "Como ele pode pensar que eu não gostei?" eu pensei abismada com tal possibilidade.
- Olha Dean, eu não fiquei incomodada, isso é ridiculo! Eu fiquei um pouco embaraçada, porque você se virou e me deixou lá sozinha com a minha garrafa de cerveja quebrada...
Sua risada ecoou pela noite silenciosa e a luz da lua incidiu no vidro do carro de modo a deixar sua expressão quase angelical. Sua mão acariciava gentilmente meu rosto, seus olhos se fechando a medida que ele se aproximava de mim, ainda com o sorriso estampado. Ao menor toque de seus lábios nos meus, meus braços envolveram firmemente seu pescoço, puxando-o para mais perto. Dean se debruçou sobre mim e um rangido agudo denunciou o peso excessivo em cima do banco do carro. Suas mãos percorriam meu corpo e eu, ofegante, tirava sua jaqueta com certa dificuldade. Ele interrompeu nosso beijo tempo suficiente para tirar sua camisa, e em seguida estávamos, novamente, como um só corpo. Ofegante eu tentei me afastar dele um pouco, porque eu sentia que aquele banco não aguentaria muita coisa se continuássemos daquele jeito. Ele, para minha surpresa, se afastou assim que eu mostrei certa relutância.
- O que foi? - ele perguntou com a voz rouca.
- O banco tá rangendo, acho que ele pode quebrar - eu respondi sem graça de interromper por causa disso, mas era de fato algo que estava me preocupando. Ele riu e saindo de cima de mim, pulou para o banco de trás do carro.
- Esse aqui não range, eu juro.
Eu sorri e pulei para o banco de trás, caindo suavemente em seu colo. A excitação momentânea, que me deixara no momento em que nossos lábios se separaram, voltou assim que eu olhei aquele rosto, com um sorriso malicioso, mas ainda assim inocente; como um garotinho que foi pego fazendo algo que não devia por alguém que ele sabia que não iria castigá-lo. Eu me inclinei para beijá-lo novamente, suas mãos agora subindo por minhas costas levantando minha blusa.
***
- Não Lita, não se preocupa, eu volto amanhã a tarde. Eu estou bem. Bom, depois eu te explico, juro que quando chegar você pode me interrogar. Eu estou com... - eu me interrompi pensando se devia dizer com quem eu estava. Dean se ofereceu pra falar com ela com um gesto de cabeça, e eu passei o celular para ele.
- E aí Lita, aqui é o Dean Winchester. Você lembra de mim, certo? Isso, filho do John. Ele está bem, saudável como um cavalo... Então, eu levo a Holly aí amanhã, tá bom? - uma risada breve - Eu cuido dela, pode deixar... Passo aí sim, claro, eu só tenho que buscar o Sammy no aeroporto. Ok, ok, boa noite Lita.
Ele desligou o celular e me puxou para que eu me deitasse com ele na cama do hotel em que acabamos a noite. Eu me desvencilhei rindo, e apontei para a roupa molhada que eu ainda estava usando.
- Calma, eu não posso me deitar com essa roupa molhada. Você quer que eu pegue uma pneumonia?
- Hmmm, boa idéia, tira essa roupa, eu to quentinho aqui - ele respondeu rindo.
Quando eu sai de casa essa noite pensando em tomar alguma coisa pra afogar minhas mágoas, nunca imaginei que terminaria a noite assim: em um hotel barato, com um cara tão lindo e tão suficientemente feliz.
domingo, dezembro 12, 2010
Cápitulo 11.
O vento frio do norte feria minha pele sensível, mas eu não iria parar. As palavras rudes de Rupert - que ainda ecoavam em meus ouvidos - me davam, de certa forma, forças pra continuar. A lembrança do nosso desentendimento me lembrava o porquê da minha súbita vontade de sair da casa que eu acabara de chegar. Por puro orgulho eu me obrigaria a ser a melhor caçadora que o mundo jamais vira, ia fazer todos os que duvidaram de mim engolirem suas palavras venenosas. Eu perguntara a Jack onde eu poderia tomar alguma coisa para me aquecer e ele respondera toscamente que tinha bastante bebida na casa e que não era necessário sair, mas lita - entendendo o desejo implícito em minhas palavras - me deu instruções para chegar a um bar chamado Harvelle's Roadhouse que não ficava longe.
- Muito obrigada Lita, muito obrigada mesmo! - eu agradecera fervorosamente.
- Tá tá, só não volte muito tarde sozinha, essas estradas podem ser perigosas para uma garota frágil como você. - ela dissera enquanto me levava até a porta - Sem ofensas - acrescentando com sua risada aguda.
E agora eu já podia ver as luzes do bar desejando mais do que nunca estar lá dentro. Um carro escuro parou ao meu lado me sobressaltando. "Droga, era só o que me faltava" pensei nervosa.
- Hey, você está indo pra onde? Não quer uma carona? Uma garota bonita assim não deveria andar sozinha por essas estradas... - disse uma voz rouca masculina.
- Eu sei me cuidar, obrigada - eu respondi friamente voltando a caminhar. O carro continuo me acompanhando.
- Ah, para né? Entra aí! - ele disse ligando a luz do carro e abrindo a porta. Eu suspirei me rendendo e entrei no carro. Estava tão quente lá dentro que eu me repreendi por não ter entrado antes. Eu me virei constrangida para ver o rosto do meu "salvador" e meu queixo quase caiu. Um cara com uns 22 anos, com a pele clara e o cabelo castanho, e os olhos verdes intensos me olhava com curiosidade. Seu rosto era de certa forma melífluo e com os traços suaves, mas uma taciturnidade de quem já vira muita coisa balanceava-o deixando o rapaz com uma beleza, de certa forma, exótica.
- Posso te perguntar o seu nome e destino?
- Holly, estou indo pro Harvelle's. E você? - perguntei tentando ser simpática.
- Dean, e por coicidência também esotou indo pra lá - ele disse indicando com a cabeça as luzes ao longe - Mas é um lugar estranho pra uma garota ir sozinha a essa hora. Quer dizer, você vai se encontrar com alguém lá? - acrescentou constrangido.
- Não, não, estou sozinha mesmo... - respondi me divertindo com seu contrangimento.
- Bom, somos dois. - ele disse sorrindo.
Eu retribui o sorriso. A pequena viagem foi curta e silenciosa, mas não foi desagradável. Quando saímos do carro Dean pigarreou e me lançou um olhar para que eu não prosseguisse.
- Eu... será que eu posso te pagar uma bebida?
- Ah... Claro - respondi surpresa com um sorriso tímido.
Caminhamos lado a lado e entramos no bar. Parecia um pouco os salões do velho oeste e uma banda de country tocava desafinada em um canto, mas até que era bem agradável. Nos sentamos no bar e durante a espera por atendimento o silêncio entre nós reinou. Uma garota loira mais ou menos da minha idade veio nos atender depois de uns 5 minutos de uma espera desconfortável.
- Hey hey Winchester, o que eu posso trazer pra você?
- Jo, tudo bem? A Ellen tá aqui?
- Não, ela saiu hoje cedo e ainda não voltou. Por que?
- Eu precisava falar com ela... Mas enquanto isso me traz uma cerveja. O que vai querer Holly?
- Uma dose de conhaque por favor - eu pedi quase sussurrando.
- Conhaque? Wow garota! - Dean comentou rindo assim que a garota foi buscar os nossos pedidos.
- Dean Winchester? Será que estou vendo direito? - exclamou uma voz terrivelmente conhecida. Dean se virou lentamente com uma expressão surpreso no rosto.
- Mayburn? Desgraçado, achei que estava pra lá do atlântico! É claro que sou eu! - Dean respondeu entusiasmado. Eu fiquei virada para o bar calada, constrangida demais para me virar.
- Estava, voltei hoje mesmo! Como está o John? E o Sam?
- Estão bem, estão todos bem. Quer dizer, papai está sumido, mas ele já entrou em contato e disse estar bem. E Jack? Continua ranzinza?
- Mas é claro, ainda mais agora que chegou a filha do Velho Bill.
- A filha do Velho Bill? Com quantos anos ela está?
- Acabou de fazer 18. Eu conheço esse olhar Dean, mas ela não é muito sociável não, vou logo avisando.
- Ah é? Eu discordo, sou bastante sociável. - eu me intrometi me virando para encarar Rupert.
- Holly? O que você faz aqui?
Eu peguei o conhaque no bar e o ergui para lhe mostrar o que eu estava fazendo ali. Dean observava a cena com uma expressão que mesclava admiração e espanto.
- Holly James, hã? - Dean comentou em voz baixa. Eu sorri e voltei minha atenção ao conhaque.
- Qual é garota, você veio até aqui beber conhaque? O que você quer provar com isso? - Rupert insistiu com a voz carregada de desprezo. Eu o ignorei.
- Olha aqui Mayburn, você pode ser meu amigo, conhecer a Holly aqui, e até ter algum problema pessoal com ela, mas ela é minha acompanhante essa noite e eu vou ter que pedir que você pare com essa merda.
- Parabéns Holly, conseguiu semear a discórdia entre dois amigos. - Rupert comentou sarcástico.
- Olha aqui Rupert, não sei o que eu fiz pra merecer todo esse desprezo, mas se você acha que eu vou ficar ouvindo tudo isso calada, você está muito enganado.
- Ah é? E o que você vai fazer? Chorar e se esconder nas saias da sua mãe?
Antes que eu pudesse entender o que eu estava fazendo, meu punho de fechou e atingiu o rosto perfeito de Rupert com uma força quase sobre humana. Ele caiu no chão, desacordado após ter batido a cabeça em uma mesa. Eu virei o copo de conhaque, tirei uma nota de 10 do bolso da jaqueta e coloquei no balcão, me desculpei apressada com Jo pela bagunça e sai rapidamente. Eu já estava fora do bar quando percebi que Dean estava me seguindo.
- Calma, calma. Por que tá correndo?
- Por que? Porque eu acabei de esmurrar o idiota do Rupert em um bar. Por isso eu estou correndo.
- Mas isso foi demais! Sério, onde aprendeu a bater daquele jeito?
- Não sei, foi instinto. - respondi sorrindo pelo canto da boca.
- Então, talvez você queira tomar alguma coisa em algum outro lugar. O céu é o limite.
- Eu até gostaria, mas eu não vou saber voltar pra casa do Jack de eu for mais longe do que isso...
- Eu te levo de volta, eu sei onde os Kimpler moram.
- Então me surpreenda. Me leve num lugar que você ache legal, sei lá... - respondi sorrindo.
- Muito obrigada Lita, muito obrigada mesmo! - eu agradecera fervorosamente.
- Tá tá, só não volte muito tarde sozinha, essas estradas podem ser perigosas para uma garota frágil como você. - ela dissera enquanto me levava até a porta - Sem ofensas - acrescentando com sua risada aguda.
E agora eu já podia ver as luzes do bar desejando mais do que nunca estar lá dentro. Um carro escuro parou ao meu lado me sobressaltando. "Droga, era só o que me faltava" pensei nervosa.
- Hey, você está indo pra onde? Não quer uma carona? Uma garota bonita assim não deveria andar sozinha por essas estradas... - disse uma voz rouca masculina.
- Eu sei me cuidar, obrigada - eu respondi friamente voltando a caminhar. O carro continuo me acompanhando.
- Ah, para né? Entra aí! - ele disse ligando a luz do carro e abrindo a porta. Eu suspirei me rendendo e entrei no carro. Estava tão quente lá dentro que eu me repreendi por não ter entrado antes. Eu me virei constrangida para ver o rosto do meu "salvador" e meu queixo quase caiu. Um cara com uns 22 anos, com a pele clara e o cabelo castanho, e os olhos verdes intensos me olhava com curiosidade. Seu rosto era de certa forma melífluo e com os traços suaves, mas uma taciturnidade de quem já vira muita coisa balanceava-o deixando o rapaz com uma beleza, de certa forma, exótica.
- Posso te perguntar o seu nome e destino?
- Holly, estou indo pro Harvelle's. E você? - perguntei tentando ser simpática.
- Dean, e por coicidência também esotou indo pra lá - ele disse indicando com a cabeça as luzes ao longe - Mas é um lugar estranho pra uma garota ir sozinha a essa hora. Quer dizer, você vai se encontrar com alguém lá? - acrescentou constrangido.
- Não, não, estou sozinha mesmo... - respondi me divertindo com seu contrangimento.
- Bom, somos dois. - ele disse sorrindo.
Eu retribui o sorriso. A pequena viagem foi curta e silenciosa, mas não foi desagradável. Quando saímos do carro Dean pigarreou e me lançou um olhar para que eu não prosseguisse.
- Eu... será que eu posso te pagar uma bebida?
- Ah... Claro - respondi surpresa com um sorriso tímido.
Caminhamos lado a lado e entramos no bar. Parecia um pouco os salões do velho oeste e uma banda de country tocava desafinada em um canto, mas até que era bem agradável. Nos sentamos no bar e durante a espera por atendimento o silêncio entre nós reinou. Uma garota loira mais ou menos da minha idade veio nos atender depois de uns 5 minutos de uma espera desconfortável.
- Hey hey Winchester, o que eu posso trazer pra você?
- Jo, tudo bem? A Ellen tá aqui?
- Não, ela saiu hoje cedo e ainda não voltou. Por que?
- Eu precisava falar com ela... Mas enquanto isso me traz uma cerveja. O que vai querer Holly?
- Uma dose de conhaque por favor - eu pedi quase sussurrando.
- Conhaque? Wow garota! - Dean comentou rindo assim que a garota foi buscar os nossos pedidos.
- Dean Winchester? Será que estou vendo direito? - exclamou uma voz terrivelmente conhecida. Dean se virou lentamente com uma expressão surpreso no rosto.
- Mayburn? Desgraçado, achei que estava pra lá do atlântico! É claro que sou eu! - Dean respondeu entusiasmado. Eu fiquei virada para o bar calada, constrangida demais para me virar.
- Estava, voltei hoje mesmo! Como está o John? E o Sam?
- Estão bem, estão todos bem. Quer dizer, papai está sumido, mas ele já entrou em contato e disse estar bem. E Jack? Continua ranzinza?
- Mas é claro, ainda mais agora que chegou a filha do Velho Bill.
- A filha do Velho Bill? Com quantos anos ela está?
- Acabou de fazer 18. Eu conheço esse olhar Dean, mas ela não é muito sociável não, vou logo avisando.
- Ah é? Eu discordo, sou bastante sociável. - eu me intrometi me virando para encarar Rupert.
- Holly? O que você faz aqui?
Eu peguei o conhaque no bar e o ergui para lhe mostrar o que eu estava fazendo ali. Dean observava a cena com uma expressão que mesclava admiração e espanto.
- Holly James, hã? - Dean comentou em voz baixa. Eu sorri e voltei minha atenção ao conhaque.
- Qual é garota, você veio até aqui beber conhaque? O que você quer provar com isso? - Rupert insistiu com a voz carregada de desprezo. Eu o ignorei.
- Olha aqui Mayburn, você pode ser meu amigo, conhecer a Holly aqui, e até ter algum problema pessoal com ela, mas ela é minha acompanhante essa noite e eu vou ter que pedir que você pare com essa merda.
- Parabéns Holly, conseguiu semear a discórdia entre dois amigos. - Rupert comentou sarcástico.
- Olha aqui Rupert, não sei o que eu fiz pra merecer todo esse desprezo, mas se você acha que eu vou ficar ouvindo tudo isso calada, você está muito enganado.
- Ah é? E o que você vai fazer? Chorar e se esconder nas saias da sua mãe?
Antes que eu pudesse entender o que eu estava fazendo, meu punho de fechou e atingiu o rosto perfeito de Rupert com uma força quase sobre humana. Ele caiu no chão, desacordado após ter batido a cabeça em uma mesa. Eu virei o copo de conhaque, tirei uma nota de 10 do bolso da jaqueta e coloquei no balcão, me desculpei apressada com Jo pela bagunça e sai rapidamente. Eu já estava fora do bar quando percebi que Dean estava me seguindo.
- Calma, calma. Por que tá correndo?
- Por que? Porque eu acabei de esmurrar o idiota do Rupert em um bar. Por isso eu estou correndo.
- Mas isso foi demais! Sério, onde aprendeu a bater daquele jeito?
- Não sei, foi instinto. - respondi sorrindo pelo canto da boca.
- Então, talvez você queira tomar alguma coisa em algum outro lugar. O céu é o limite.
- Eu até gostaria, mas eu não vou saber voltar pra casa do Jack de eu for mais longe do que isso...
- Eu te levo de volta, eu sei onde os Kimpler moram.
- Então me surpreenda. Me leve num lugar que você ache legal, sei lá... - respondi sorrindo.
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