quarta-feira, janeiro 05, 2011

Cápitulo 15.

As luzes se apagaram de repente me sobressaltando, um barulho vindo da cozinha chamou minha atenção. Eu estava sozinha, os Winchester e os Kimpler haviam ido pra cidade comprar as coisas que supostamente nós usaríamos hoje. Rupert entrou na sala de estar com um sorriso zombeteiro em seu rosto. Eu o olhei se aproximar de mim sem nenhum tipo de apreensão, até que ele parou de caminhar com uma expressão confusa. O pentáculo desenhado no teto por Dean o impedia de continuar.
- Você achou mesmo que seria fácil? Chegaria aqui e me mataria? Simples assim?
- Vai ser fácil, eu cheguei e vou te matar.
- Não você não vai. Já que estamos aqui e você não tem pra onde ir, vamos conversar um pouco.
- Conversar? Acho que não...
Eu puxei um saco de trás do sofá com os olhos brilhando, triunfante.
- O que é isso? - ele perguntou rudemente.
- Você. Derick Johnson Schreuder III, nascido na Pensilvânia em 1756 e morto em 1823. Enterrado no cemitério local.
- O que? Você... Como...
- Como eu descobri seu nome? Sua amiguinha Ruby.
- Ruby? Ela não faria isso.
- Parece que fez. Já ouviu falar de Bobby Singer? Ele tem métodos de persuasão bem eficientes. Como eu dizia, vamos conversar.
- O que você quer saber?
- Desde quando você está no corpo de Rupert?
- Desde o dia do seu aniversário. Não se lembra que ele se atrasou?
- Desde o dia do meu aniversário... - repeti silenciosamente, com o remorso ardente em minha mente.
- O que mais quer saber?
- Quem está no comando disso?
- Você realmente acha que eu iria traí-lo?
Eu não respondi, apenas acendi o lança chamas sobre o saco de tecido onde se encontrava os restos de Derick. Ele entrou em chamas por um momento, seus gritos de agonia enxendo a sala, até que eu apaguei o lança chamas.
- O que você dizia?
- Não adianta, pode me matar, mas eu sou tão burro assim.
Ameacei acender o lança chamas novamente.
- Não! Ok, ok! É o Crowley! É o Crowley!
- Crowley?
- Você nem deve saber quem é Crowley não é? - ele provocou com uma risada desdenhosa. Foi quando eu percebi que aquela era a hora. Acendi o lança chamas sobre o saco de tecido, e assisti Derick e Rupert partirem. Minha conciência doía ao pensar que tinha tirado a vida de Rupert, mas isso fora necessário. E era com essa certeza que eu tinha que lidar. Muitas vezes não seria a opção certa que eu deveria fazer, mas sim a necessária.

Nenhum comentário:

Postar um comentário